Área de identificação
Tipo de entidade
Pessoa
Forma autorizada do nome
Tamandaré, Joaquim Marques Lisboa, Marquês de
Forma(s) paralela(s) de nome
Formas normalizadas do nome de acordo com outras regras
Outra(s) forma(s) de nome
identificadores para entidades coletivas
Área de descrição
Datas de existência
1807 - 1897
Histórico
Nascido em Rio Grande, Rio Grande do Sul, a 13 de dezembro de 1807 era filho do Segundo-Tenente honorário Francisco Marques Lisboa e de Dona Eufrásia Joaquina de Azevedo Lima. Iniciou sua carreira como voluntário, embarcado na Fragata Niterói em 1823, participando da perseguição à Força Naval portuguesa até a foz do Rio Tejo, durante a Guerra da Independência. Entre 1825 e 1828, lutou na Guerra Cisplatina, comandando as Escunas Constança, Bela Maria e Rio da Prata, tornando-se um herói por seus feitos extraordinários. Participou também dos combates às insurreições em diversas províncias, como a Cabanagem, os Farrapos e a Balaiada, quando comandou a Força Naval que apoiou o então Coronel Luís Alves de Lima e Silva, futuro Duque de Caxias. Na Revolta Praieira, em 1849, comandou a tripulação da Fragata a vapor D. Afonso no combate aos rebeldes em Recife. No comando daquele navio, entre 1848 e 1850, salvou inúmeras vidas socorrendo os náufragos do navio mercante inglês Ocean Monarch e rebocando a nau portuguesa Vasco da Gama para o Porto do Rio de Janeiro durante uma tempestade. Foi nomeado comandante-em-chefe das Forças Navais do Rio da Prata durante a Campanha Oriental, na qual liderou a tomada da vila de Paissandu, e na Guerra da Tríplice Aliança até dezembro de 1866, onde seu principal feito foi o comando do desembarque das tropas da tríplice Aliança em Passo da Pátria. Recebeu o título nobiliárquico de Barão de Tamandaré em 1860, homenagem que relembra a localidade de Tamandaré, na então província de Pernambuco, em que havia tombado o seu irmão, o Major Manoel Marques de Lisboa, quando este liderava a resistência de um grupo de rebeldes da Confederação do Equador contra as forças do governo imperial, em 1824. Posteriormente, foi elevado a Visconde, em 1865, a Conde, em 1887, e, finalmente, a Marquês, em 1888. Exerceu o cargo de Ministro do Superior Tribunal de Justiça Militar, do qual, já era membro desde 1860. O primeiro navio encouraçado construído no Brasil foi batizado em seu nome em 1865,com Tamandaré em pleno serviço ativo, chefiando as forças navais brasileiras em operações de guerra contra o Paraguai. Ainda em vida, em 1891, viu um segundo navio de guerra da Marinha do Brasil a levar seu nome, o Cruzador Almirante Tamandaré. Faleceu no dia 20 de março de 1897. Por sua gloriosa carreira militar e sua vida exemplar, é o Patrono da Marinha do Brasil.
Locais
Rio Grande do Sul - RS
Estado Legal
Funções, ocupações e atividades
Carreira:
Como Voluntário da Armada em 04 de março de 1823: Fragata Niterói de 1823 a 1824; Academia Imperial da Marinha em 1824; Nau Pedro I de 1824 a 1825.
Como Segundo-Tenente de Comissão em 02 de dezembro de 1825: Fragata D. Paula de 1825 à 1826; Barca Leal Paulistana em 1826.
Como Segundo-Tenente (Efetivo) em 22 de janeiro de 1826: Fragata Niterói em 1826; Escuna Constança (Comandante) em 1826; Corveta Maceió em 1827.
Como Primeiro-Tenente em 12 de outubro de 1827: Fragata Príncipe Imperial de 1827 à 1828; Escuna Bela Maria (Comandante) em 1828; Escuna Rio da Prata (Comandante) de 1828/1831 à 1831/1833; Fragata Baiana em 1833; Brigue Cacique (Comandante) em 1834; º de pagina Escuna Rio da Prata (Comandante) em 1835; Corveta Príncipe Imperial em 1835; Brigue Cacique (Comandante) de 1835 à 1837.
Como Capitão-Tenente em 22 de outubro de 1836: Quartel-General da Marinha de 1837 á 1838; Corveta Regeneração em 1838; Galera 16 de Março (Comandante) em 1838; Canhoneira nº 13 (Comandante) em 1838; Brigue-Barca 29 de Agosto (Comandante) em 1839; Brigue 3 de Maio (Comandante) em 1839.
Como Capitão-de-Fragata em 15 de maio de 1840: Barca a Vapor S. Sebastião de 1840 à 1841; Corveta 2 de Julho (Comandante) de 1841 à 1842; Patacho Patagônia (Comandante) em 1842; Fragata Constituição (Imediato) de 1842 à 1843; Corveta Bertioga (Comandante) de 1843 à 1844; Corveta 2 de Julho (Comandante) em 1844; Divisão do Centro, na Bahia (Comandante) de 1844 à 1846.
Como Capitão-de-Mar-e-Guerra (Graduado) em 14 de março de 1847: Membro da Comissão encarregada do exame do Armamento da Marinha em 1847; Fragata a Vapor D. Afonso (Comandante) de 1847 à 1849.
Como Capitão-de-Mar-e-Guerra em 14de março de 1849: -------- .
Como Chefe de Divisão em 03 de março de 1852: Capitão dos Portos da Corte e da Província do Rio de Janeiro de 1852 à 1854; Arsenal de Marinha da Corte (Inspetor) em 1854.
Como Chefe de Esquadra em 02 de dezembro de 1854: ------.
Como Vice-Almirante em 02 de dezembro de 1856: Por ocasião de sua estada na Europa foi designado para varias funções, entre elas a de encomendar dez canhoneiras, na França e Inglaterra de 1857 à 1859; Quartel-General da Marinha em 1859; Comandante da Divisão designada para acompanhar o Imperador na sua visita às Províncias do Nordeste de 1859 à 1860; Conselheiro de Guerra em 1860; Quartel-General da Marinha (Encarregado) de 1860 à 1861; Ajudante-de-Campo do Imperador em 1862; Comandante-em-Chefe das Forças Navais Brasileiras em operações no Rio da Prata de 1864 à 1866.
Como Almirante em 21 de janeiro 1867: Presidente da comissão encarregada de assistir as experiências da Corveta Trajano em 1867.
Mandatos/fontes de autoridade
Estruturas internas/genealogia
Contexto geral
Área de relacionamentos
Área de pontos de acesso
Pontos de acesso de assunto
Pontos de acesso local
Ocupações
Área de controle
Identificador de autoridade arquivística de documentos
Identificador da entidade custodiadora
Regras ou convenções utilizadas
Estado atual
Preliminar
Nível de detalhamento
Parcial
Datas de criação, revisão e eliminação
19/06/2015 - Estagiária Nathalia Oliveira