Posto Oceanográfico da Ilha da Trindade

Área de identificação

tipo de entidade

Entidade coletiva

Forma autorizada do nome

Posto Oceanográfico da Ilha da Trindade

Forma(s) paralela(s) de nome

  • POIT

Formas normalizadas do nome de acordo com outras regras

Outra(s) forma(s) do nome

  • 81003

identificadores para entidades coletivas

área de descrição

datas de existência

1957

história

O Posto Oceânico da Ilha da Trindade (POIT) é um destacamento isolado do 1° DN, sob a responsabilidade do Estado-Maior. São tarefas do Destacamento do POIT:

Manter a ilha ocupada e garantir a posse dessa fração do Território Nacional;
Realizar observações meteorológicas, meregráficas, e outras atividades de natureza técnica, segundo as normas e instruções emitidas pela Diretoria de Hidrografia e Navegação;
Executar ação de vigilância, no que diz respeito ao movimento de navios e aeronaves nas proximidades da ilha;
Cooperar no acompanhamento do tráfego marítimo;
Preservar as características ecológicas da ilha e do ambiente marinho circulante, contribuindo para a proteção do meio ambiente e combate à poluição em qualquer de suas formas; e
Servir de base de apoio a grupos que realizem na área atividades autorizadas ou determinadas pelo Comandante do 1° DN.

A Ilha localiza-se na extremidade oriental da cadeia de montanhas submarinas Vitória-Trindade.

Surgiu a 3 milhões de anos de uma zona de fraturas que se estende desde a plataforma continental brasileira. Trindade possui uma extensão de 9,2 Km2, fortemente acidentada, com elevações que atingem até 600m.

Devido a sua origem vulcânica, a presença de lavas, cinzas e areias vulcânicas podem ser constatadas. A última erupção vulcânica foi há aproximadamente 50 mil anos.

O clima é do tipo oceânico tropical. A temperatura média anual é de 25,2° C, sendo o mês de Fevereiro (30,2° C) o mais quente do ano, e o de Agosto (17,3° C) o mais frio. Entre os meses de Abril a Outubro, a ilha sofre invasões periódicas de frentes frias, provindas do Polo (em geral, uma por semana).

Até 1850, a ilha era coberta em 85% de sua extensão por um floresta de árvores "Colubrina Glandulosa", de 15m de altura e 40cm de diâmetro de tronco.

A introdução de animais não endêmicos (caprinos, suinos, ovinos, etc.) e o corte indiscriminado das árvores, levou a extinção total das mesmas, provocando forte erosão em toda ilha com perda de cerca de 1 a 2m de solos férteis. O efeito dessa devastação deixou visivelmente prejudicada a vazão d’água dos córregos, com o esgotamento de várias nascentes.

A ilha concentra um grande número de aves marinhas, caranguejos e tartarugas marinhas.

As águas que a circundam são pertencentes à Corrente do Brasil, com alta salinidade (37g/K) e ricas em peixes finos (badejos, xaréus, garopas, barracudas, etc.).

1501 – Descobrimento pelo navegador português João Nova.
1700 – Visita pelo astrônomo inglês Edmund Halley.
1775 – Visita pelo naturalista inglês James Cook.
1783 – Ocupada pelo português Capitão-de-Mar-e-Guerra José de Mello Brayner. Expulsou piratas ingleses e estabeleceu uma colônia com cerca de 150 pessoas. Introduziu animais e começou a retirada de madeira produzida pela árvore "Colubrina", confundida com o "Pau-Brasil", por ser vermelha e duríssima. A ocupação durou 12 anos, e terminou com a desistência dos portugueses em fazer a colonização da ilha.
1839 – Visita pelos botânicos ingleses Dalton Hooker e Sir Clark Ross.
1876 – Visita pelos cientistas ingleses John Murray, T. H. Tizard. H. Moseley, e M. A. Buchanam.
1882 – Passa a fazer parte do território brasileiro.
1895 – Ocupada pelos inglêses com a justificativa de estabelecerem uma estação de cabo-submarino, para ligação da Inglaterra com a Argentina.
1897 – Após o rechaçamento via diplomática pelo Brasil da ocupação inglêsa, e NE "Benjamim Constant" é deslocado para a ilha, e coloca um marco de soberania, hoje localizado em frente a Casa da Chefia, com os seguintes dizeres: "O direito vence a força".
1910 – Visita da Divisão de Cruzadores, composta pelos navios "República e Andrada", que erigiu um monumento de granito, o monumento do Andrada, na praia que recebeu o mesmo nome, com o propósito de afirmação do domínio brasileiro sobre a Ilha da Trindade.
1916 – Ocupada por brasileiros pela primeira vez durante a Primeira Guerra Mundial. Ao término da guerra foi desguarnecida.
1924 – Ocupada por brasileiros para servir com presídio político até 1926
1928. Nessa época foi colocada a imagem de N. S. de Lourdes na gruta que recebe o mesmo nome.
1941 – Ocupada por brasileiros durante a Segunda Guerra Mundial. Ao término da guerra foi novamente desguarnecida.
1950 – Visitada pela expedição conhecida com o nome de seu chefe "João Alberto", com a finalidade de planejar uma colonização, construir uma base aeronaval, e procurar prováveis tesouros de piratas.
1957 – Ocupada por brasileiros da Marinha do Brasil com a criação da OM "POIT", subordinada a DHN.
1986 – Deixa de ser OM, e passa para Subordinação do 1° DN.

Locais

status legal

funções, ocupações e atividades

Mandatos/Fontes de autoridade

Estruturas internas/genealogia

contexto geral

Área de relacionamento

Área de ponto de acesso

Ocupações

Área de controle

Identificador do registro de autoridade

Identificador da instituição

Regras ou convenções utilizadas

Status

Preliminar

Nível de detalhamento

Parcial

Datas de criação, revisão e eliminação

10/01/2019

Idioma(s)

Sistema(s) de escrita(s)

Fontes

Notas de manutenção

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  • EAC