Fundo NPOCAM - Navio-Patrulha Oceânico Amazonas

Código de referência

RJDPHDM NPOCAM

Título

Navio-Patrulha Oceânico Amazonas

Data(s)

  • 29/06/2012 (Produção)

Nível de descrição

Fundo

Dimensão e suporte

Dimensões variadas
Suportes: papel, microfilme, filme, fita e digital

Nome do produtor

(29/06/2012)

História administrativa

O Navio Patrulha Oceânico Amazonas - P 120, ex-Port of Spain - CG 50 (2), é o nono navio a ostentar esse nome em homenagem ao Rio e Estado do mesmo nome, na Marinha do Brasil. Foi construído pela BAe Systems Maritime - Naval Ships em Portsmouth, teve sua construção iniciada em 15 de fevereiro de 2008, com o corte das primeiras chapas, quilha batida em 15 de junho de 2008, foi lançado ao mar em 10 de fevereiro de 2009 e sua construção finalizada em setembro de 2010. Em janeiro de 2012 o Governo do Brasil assinou contrato no valor de cerca de £ 133,8 milhões, adquirindo junto a BAe Systems três navios-patrulha oceânicos construídos originalmente para a Guarda Costeira de Trinidad e Tobago, segundo um contrato assinado com a então Vosper Thornycroft Shipbuilding, em abril de 2007 no valor de £ 150 milhões e que acabou sendo cancelado pelo governo desse país em 22 de setembro de 2010. O navio concluíu suas provas de mar em outubro de 2010. Pela Portaria nº 184, de 3 de abril de 2012, do Comandante da Marinha, foi instituído o Grupo de Recebimento do Navio-Patrulha Oceânico Amazonas (GRNPAM), funcionando inicialmente no Brasil e depois em Portsmouth, no Reino Unido em caráter temporário, entre 29/02/2012 e a incorporação do navio. Foi nomeado seu Encarregado o Capitão-de-Corveta Giovani Corrêa. O GRNPAM composto pelo Encarregado, Oficiais e Praças componentes da Tripulação de recebimento teve como missão executar as tarefas referentes ao recebimento do navio, a fim de incorporá-lo à MB, na condição de navio solto e era subordinado a DGMM – Diretoria Geral do Material da Marinha que supervisionava o processo de obtenção da clase Amazonas. Em maio cerca de 80 homens do Grupo de Recebimento iniciaram em Portsmouth uma serie de cursos nas áreas de eletrônica, armamento, sistemas de navegação e maquinas para se familiarizarem com o navio e seus sistemas antes de seguir para Devonport, aonde, serão realizados os testes e adestramentos no mar. O Grupo de Recebimento, quando no Reino Unido, foi apoiado pelo Grupo de Fiscalização do Recebimento, Apoio Técnico e Administrativo (GFRATA) que foi criado pela Portaria nº 184, de 3 de abril de 2012. O GFRATA ficou responsável pelo relacionamento local com a BAe Systems, o gerenciamento dos cursos, treinamentos, sobressalentes e atividades de Apoio Logístico Integrado (ALI), a fiscalização técnica do Contrato, a obtenção de equipamentos e serviços, além da parte administrativa relacionada a todo pessoal envolvido no recebimento dos navios. Em 29 de junho de 2012, em cerimônia presidida pelo Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante-de-Esquadra Fernando Eduardo Studart Wiemer, nas dependências da Base Naval de Portmouth, no Reino Unido, foi submetido a Mostra de Armamento e incorporado à Armada da Marinha do Brasil, contando com a presença de diretores da BAe Systems e do Líder do Conselho de Portmouth (Prefeito) Gerald Vernon-Jackson, sendo sua madrinha a Embaixatriz Cínara Maria Fonseca de Lima. Naquela ocasião assumiu o comando o Capitão-de-Corveta Giovani Corrêa.

O Port of Spain em construção na oficina coberta do estaleiro em Portsmouth. (foto: Barry Watson) O Port of Spain em construção nas instalações de Portsmouth. (foto: ?) Port of Spain em construção nas instalações de Portsmouth. (foto: ?) O Port of Spain atracado nas instalações da VT/BAe em Portsmouth. (foto: ?) O Port of Spain suspendendo de Portsmouth a testes de mar do construtor em 13 de fevereiro de 2010. (foto: Brian Burnell) O Port of Spain em testes de mar em 2010. (foto: BAe Systems)

A oficialidade da primeira Praça D´Armas do Amazonas foi a seguinte:

- CC Giovani Corrêa - Comandante

- CC Fábio Roberto Bocca Santos - Imediato

- CC Marco Aurélio Barros de Almeida - CheMaq

- CT Daniel Martins Franco - CheArm

- CT Carlos Eduardo Pereira de Sousa - CheOp

- CT Pedro Hideki Barbosa Kawassaki - Enc. Div. M

- 1º Ten. Arthur Nadal Neto - Enc. Div. R

- 1º Ten. Alessandro Figueiredo Cardozo - Enc. Div. F

- 1º Ten. Carlos Roberto Santa Brígida - Enc. Div. O

- 1º Ten. (IM) Julio Cezar de Souza Filho - CheInt

- 1º Ten. (MD) Thiago Lopes da Rocha Reis - Enc. Div. de Saúde

- 2º Ten. Hallan Maforte Braga Teixeira Ferreira - Enc. 1ª Div.

Lista da Primeira Tripulaçao

Esses navios são uma versão aumentada da classe River usada pela Royal Navy e um outro projeto semelhante medindo 75 metros de comprimento foi construído pelo estaleiro Bangkon Dock para a Marinha Real da Tailândia. Se destinam ao patrulhamento das Águas Jurisdicionais Brasileiras, devendo executar diversas tarefas, dentre elas as de, em situação de conflito, efetuar patrulha para a vigilância e defesa do litoral, de áreas marítimas costeiras e das plataformas de exploração/explotação de petróleo no mar e contribuir para defesa de porto; e, em situação de paz, promover a fiscalização que vise ao resguardo dos recursos do mar territorial, zona contígua e zona econômica exclusiva (ZEE), de repressão às atividades ilícitas (pesca ilegal, contrabando, narcotráfico e poluição do meio ambiente marinho), contribuir para a segurança das instalações costeiras e das plataformas marítimas contra ações de sabotagem e realizar operações de busca e salvamento na área de responsabilidade do Brasil.

2010

Durante os testes de mar o navio atingiu a velocidade máxima de 25,5 nós, registrou um diâmetro tático de cerca de 315 metros e percorreu 340 metros da velocidade máxima até a parada total.

2012

Depois de incorporado e antes de suspender para o Brasil, o navio, e sua tripulação, passaram por um extenso programa de treinamento realizado entre 16 e 27 de julho com o apoio do FOST (Flag Officer Sea Training), unidade da Royal Navy que tem algumas atribuições semelhantes as do nosso CAAML, incluindo navegação e vigilância, assim como a familiarização com procedimentos operacionais de segurança, em áreas como combate a incêndios, controle de danos e emergências mecânicas, alagamento, combate à pirataria e salvamento de pessoas no mar, habilitando o navio para realizar comissões operacionais. No caso brasileiro o FOST forneceu a tripulação um programa de adestramento voltado a Patrulha Naval e a Ações Anti-Pirataria.

Suspendeu de Plymouth em 8 de agosto (6/08 ?), escalando em Lisboa (Portugal), Las Palmas (Ilhas Canárias-Espanha), Mindelo (Cabo Verde), Cotonou (Benin), Lagos (Nigéria), São Tomé (São Tomé e Príncipe), Natal-RN, Salvador-BA e Arraial do Cabo-RJ.

Em Cabo Verde dentre outras atividades foram realizados exercícios de ações antipirataria e de GVI/GP (Grupo de Vistoria e Inspeção/Grupo de Presa).

Na escala em Benin o navio recebeu a visita do Chefe do Estado-Maior das Forças Navais, Capitão-de-Mar-e-Guerra Hounsou Denis Gbessemehlan. Realizou exercício de demonstração de ações antipirataria e de GVI/GP (Grupo de Vistoria e Inspeção/Grupo de Presa) com a Força Naval de Benin.

Entre os dias 4 e 7 de setembro esteve em Lagos (Nigéria). Na escala foi realizada uma cerimônia militar em comemoração à Independência do Brasil, presidida pelo Embaixador em exercício do Brasil na Nigéria, José Mário Ferreira Filho. O evento contou com a presença de militares das Forças Armadas Nigerianas; Adidos Militares; membros do Corpo Diplomático; integrantes da comunidade brasileira. Foram realizados exercícios de demonstração de ações antipirataria e de GVI/GP com Forças Especiais da Marinha da Nigéria.

Em São Tomé e Príncipe, também recebeu a visita de autoridades e realizou exercícios e treinamentos de ações antipirataria e de GVI/GP com a Guarda Costeira daquele país.

Chegou ao Brasil em 19 de setembro, atracando em Natal onde ficou de 19 a 23 de setembro. Na escala nesse porto, o navio iniciou os preparativos para a Vistoria de Segurança de Aviação (VSA), realizada na travessia para Salvador, visando preparar o meio para iniciar operações aéreas.

O Amazonas fotografado em mar aberto durante a travessia de Natal para Salvador em 24 de setembro de 2012. (foto: Roberto Valadares Caiafa – Revista Tecnologia e Defesa) O Amazonas fotografado em mar aberto durante a travessia de Natal para Salvador em 24 de setembro de 2012. (foto: Roberto Valadares Caiafa – Revista Tecnologia e Defesa)

Escalou em Salvador-BA entre os dias 25 e 30 de setembro, depois passou por Arraial do Cabo-RJ em 3 de outubro, onde realizou a VSA com o apoio de uma aeronave UH-12 Esquilo.

Em 5 de outubro chegou ao Rio de Janeiro no dia 5 de outubro, atracando na Base Naval do Rio de Janeiro, onde foi recebido pelo Ministro da Defesa, Celso Amorim, pelo Comandante da Marinha, AE Júlio Soares Moura Neto, além de outras autoridades civis e militares.

Depois de chegar ao Brasil o navio foi submetido a uma avaliação operacional, antes de sua integração à frota brasileira. Em seguida, foi submetido a sua primeira CIAsA - Comissão de Inspeção e Assessoria de Adestramento, com o objetivo de reforçar a prontidão do navio, dando assim, início às suas missões de segurança marítima, de buscas e salvamento, bem como de operações de ajuda humanitária.

No dia 14 de novembro, às 15:00h, no Cais Sul do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, foi transferido da DGMM – Diretoria Geral de Material da Marinha para o Comando de Operações Navais e para o Comando do 1º Distrito Naval, em cerimônia presidida pelo Comandante de Operações Navais, Almirante-de-Esquadra Gilberto Max Roffé Hirschfeld, que contou com a participação do Comandante do 1º Distrito Naval Vice-Almirante Elis Treidler Öberg, entre outras autoridades civis e militares.

Na tarde de 15 de novembro suspendeu do cais do AMRJ para iniciar sua primeira comissão operacional, com visita ao porto de Santos, entre os dias 16 e 19 de novembro, e posterior participação na Operação ATLANTICO III.

O Amazonas entrando em Santos pela primeira vez. (foto: José da Silva – NGB – 16/11/2012) O Amazonas entrando em Santos pela primeira vez. (foto: José da Silva – NGB – 16/11/2012) O Amazonas entrando em Santos pela primeira vez. (foto: José da Silva – NGB – 16/11/2012)

Participou da Operação Conjunta ATLANTICO III realizada entre os dias 19 e 30 de novembro na área marítima entre os estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, tendo como foco a linhas de comunicação marítima do sul e sudeste. A Força-Tarefa Componente, Comandada pelo CA Marcio Ferreira de Mello, Comandante da 1ª Divisão da Esquadra, foi formada pelo NDCC Almirante Sabóia – G 25 (capitania), F Niterói – F 40, Cv Barroso – V 34, NaPaOc Amazonas – P 120 e pelo NT Marajó – G 27.

Chegou ao Rio de Janeiro em 28 de novembro, atracando na Ilha das Cobras. Suspendeu no dia 29 de novembro, retornando no dia 3 de dezembro.

Na manhã de 5 de dezembro suspendeu da Ilha das Cobras, dando inicio a sua primeira comissão de apoio ao POIT - Posto Oceanográfico da Ilha da Trindade, com previsão de duração de duas semanas. O uso do Amazonas, com sua capacidade de transporte de carga e pessoal, além de suas embarcações orgânicas e convôo, será mais adequado em muitos casos, pois, realizara a missão a um custo menor e não ira prejudicar as operações da Esquadra, o que acontece nas vezes em que é necessário usar um NDCC, uma Fragata ou uma Corveta para a missão. A Ilha da Trindade esta dentro da área de Patrulha Naval do Amazonas e também esta sob a responsabilidade do Comando do 1º Distrito Naval, que poderá empregar o meio dos dois modos. Na patrulha e no apoio ao POIT na mesma comissão.

Na manhã de 13 de dezembro atracou na BNRJ encerrando sua primeira comissão ao POIT.

2013

Em 18 de fevereiro, o B/P "Fênix X" após uma avaria grave, sofreu alagamento veio a afundar, no litoral fluminense, a 70 milhas ao sul da Baia da Guanabara, nas proximidades da Bóia nº. 4 da Bacia de Campos. Os 21 tripulantes do "Fênix X" foram resgatados e acolhidos a bordo do N/T "Neusa", da Transpetro, com o apoio de um Supply da Bourbon e do NPaOc Amazonas.

Entre 12 de março e 8 de abril participou da Operação PAMPAREX/2013, em substituição ao NPa Macaé - P 70, integrando o GT 113.1, sob o comando do Comandante do Grupamento de Patrulha Naval do Sudeste, junto com a Cv Imperial Marinheiro – V 21 do GptPatNavSul e o NPa Gravataí – P 51 do GptPatNavLe. Foram visitados pelo navio os portos de Rio Grande de 15 a 18 de março, Mar Del Plata (Argentina) e Montevideo (Uruguai).

Entre 10 e 13 de maio esteve em Vitória-ES. Em 16 de maio, chegou ao Rio de Janeiro.

Em 29 de maio participou de um adestramento realizado na orla das praias de Copacabana e Leme e na Marina da Glória, sob coordenação do Com1ºDN. Destinado as operações de segurança a serem realizadas por ocasião da Copa das Confederações (FIFA/Futebol) e da Jornada Mundial da Juventude (visita do Papa), esse adestramento contou com a participação de cerca de 130 militares, além do NPaOc Amazonas – P 120, do NPa Gurupa – P 46, do AViPa Albacora – GptPNSE-02 e duas lanchas da Policia Naval (CPRJ), sendo realizadas ações de inspeção naval e patrulha naval realizadas pelo Grupo de Vistoria e Inspeção (GVI) de forma simulada, tendo com Força de Oposição o AViPA Marlim – GptPNSE-01.

Em 15 de agosto, suspendeu do Rio de Janeiro e esteve em Santos entre os dias 22 e 26 de agosto, realizando uma rapida saida ao mar no dia 23. Atracou por volta das 09h30 do dia 28 de agosto na BNRJ encerrando essa comissão.

Entidade custodiadora

Procedência

Navio-Patrulha Oceânico Amazonas.

Âmbito e conteúdo

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Avaliação, selecção e eliminação

Ingressos adicionais

Sistema de arranjo

Condições de acesso

Livre acesso.

Condiçoes de reprodução

Sem restrição de reprodução.

Idioma do material

  • português do Brasil

Script do material

Notas ao idioma e script

Características físicas e requisitos técnicos

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Existência e localização de originais

Existência e localização de cópias

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Identificador da descrição

Identificador da instituição

Regras ou convenções utilizadas

Status

Final

Nível de detalhamento

Parcial

Datas de criação, revisão, eliminação

23/10/2013

Idioma(s)

Sistema(s) de escrita(s)

Fontes

Zona da incorporação

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