Fundo CZTAMA - Cruzador Tamandaré, 1890 -1915

Código de referência

RJDPHDM CZTAMA

Título

Cruzador Tamandaré, 1890 -1915

Data(s)

  • 1890 - 1915 (Produção)

Nível de descrição

Fundo

Dimensão e suporte

Suporte papel: A4
Suporte digital: .PDF

Nome do produtor

(1890 - 1915)

História administrativa

O Cruzador Tamandaré, a 20 de março de 1890, foi lançado ao mar do estaleiro nº 1 do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro com o nome de Almirante Tamandaré. Foi mandado construir pelo conselheiro Constantino Meira de Vasconcelos, em 1883, sob os planos do engenheiro Naval Capitão-Tenente João Cândido Brasil. Entretanto, o seu fabrico só começou em 1884, tendo como Inspetor do Arsenal o Chefe-de-Esquadra Barão de Jaceguai, continuando sob a zelosa inspeção do Vice-Almirante Barão de Invinheima, que o sucedeu. O casco de aço, com duplo fundo, do Cruzador tem 119 compartimentos estanques e é forrado com peroba de 175 mm, adaptada ao costado por meio de cavilhas de ferro galvanizado. Mede 95,92 metros de comprimento máximo; 89,67 entre perpendiculares; 14,3 de boca extrema; 7,06 de pontal; 6,02 de calado máximo e 4537 toneladas de deslocamento. Era armado com 10 canhões Armstrong de tiro rápido de 15 cm; duas de 12 cm; dez menores; oito metralhadoras e tubo lança-torpedos, Mastreado em galera, tendo a superfície vélica de 1612 metros quadrados. As máquinas construídas em Londres, sob a inspeção do Capitão-Tenente Manoel J. Alves Barbosa, eram em número de duas inteiramente independentes. Os diâmetros dos cilindros maiores eram de 2,133 mm, os dos médios 1397 mm e os dos pequenos 92 mm. Contava sete caldeiras e 28 fornalhas. Com tiragem natural, desenvolviam as máquinas, a força 6500 CV, tiragem forçada, de 7500 e velocidade de 17 milhas. A capacidade das carvoeiras era de 725 toneladas de combustível.
A construção do navio, incluindo máquinas e etc., importou em 1.798:450$; mas, em conseqüência das modificações que sofreu posteriormente, alcançou exorbitante quantia. Foi-lhe retirada a armação de galera, para receber três mastros militares, que em seguida ficaram reduzidos a dois, com plataformas. Toda a ventilação foi mudada, recebendo no castelo formidável ventilador metálico, apelidado de “o cachimbo do Portela”, o engenheiro que o idealizou. Retiraram-lhe a artilharia da bateria, entre outros. A Engenharia naval brasileira nunca soube infelizmente solucionar as deficiências do navio, que passou a vida fundeado no Porto do Rio, depois de duas ou três comissões a Santa Catarina e Bahia, cheias de peripécias. Os revolucionários da Armada, em 1893-94, o incorporaram com vantagens à sua força, mercê a sua boa artilharia. Por Aviso de 27 de novembro de 1897, mandou-se passar mostra de armamento. Os canhões de 152 mm deste cruzador foram retubulados em 1897. Possuía fundo duplo. Serviu de quartel de Guardas-Marinha em 1901-1902; sede das Escolas Profissionais em 1906-14 e também da Escola de Grumetes. Em agosto de 1908 seguiu para a Bahia, escalando em Vitória, de 20 de 24, porém, ao Largo do Morro de São Paulo, na Bahia, ficou sem rumo, sendo rebocado pelo Cruzador Andrada, terminando por encalhar neste local. Socorreram-no os Cruzadores República, o Tiradentes e um rebocador. De acordo com o Aviso Nº. 4525 de 27 de dezembro de 1915, foi-lhe dada baixa de serviço, e alienado. Entre outros comandantes, teve os seguintes: o Almirante de Esquadra Joaquim Cardoso Pereira de Melo (Barão de São Marcos), Frederico Guilherme de Lorena, Forjaz de Lacerda, Francisco Carlton Montanari, Miranda Campelo, Victor Cândido Barreto, José Ramos da Fonseca e Joaquim Pinto Dias.

Entidade custodiadora

Procedência

Cruzador Tamandaré, 1890-1915

Âmbito e conteúdo

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Avaliação, selecção e eliminação

Ingressos adicionais

Sistema de arranjo

Condições de acesso

Livre

Condiçoes de reprodução

Sem restrição mediante preenchimento de termo de compromisso.

Idioma do material

  • português do Brasil

Script do material

Notas ao idioma e script

Características físicas e requisitos técnicos

Instrumentos de descrição

Existência e localização de originais

Existência e localização de cópias

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Identificador(es) alternativos

Pontos de acesso de assunto

Pontos de acesso local

Ponto de acesso nome

Pontos de acesso de gênero

Identificador da descrição

Identificador da instituição

Regras ou convenções utilizadas

Status

Preliminar

Nível de detalhamento

Parcial

Datas de criação, revisão, eliminação

18/05/2015

Idioma(s)

Sistema(s) de escrita(s)

Fontes

Zona da incorporação

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