Canhoneira Acre

Área de identificação

tipo de entidade

Entidade coletiva

Forma autorizada do nome

Canhoneira Acre

Forma(s) paralela(s) de nome

  • CACRE

Formas normalizadas do nome de acordo com outras regras

  • CACRE

Outra(s) forma(s) do nome

  • 82119

identificadores para entidades coletivas

área de descrição

datas de existência

1905

história

Canhoneira fluvial tipo "Melik", mandada construir na Inglaterra nos estaleiros de Yarrow & Company, sendo Ministro da Marinha o Almirante Júlio de Noronha. Destinada à Flotilha do Amazonas. Como suas irmãs AMAPÁ, JURUÁ, E MISSÕES, tinha as seguintes características: casco de aço com o comprimento de 36,30m; 6,60m de boca e 0,85m de calado. Deslocava 110t. Dispunha de uma caldeira Yarrow que acionava máquina alternativa de 350 cv. Tinha uma chaminé e uma hélice. Velocidade de experiência, 11 milhas, e econômica, 6 milhas, consumindo sete toneladas de carvão em 24 horas. Também queimava lenha. Raio de ação a H 6200 milhas. Capacidade das carvoeiras, 22 toneladas de carvão, 6000 achas de lenha. Iluminada a luz elétrica, dispunha de excelente holofote. Seu armamento constava de um morteiro Ho Witzer de 87mm, dois de 57mm, e seis metralhadoras, de 7mm, Maxim. Encomendada em 1904, foi armada no Arsenal de Marinha do Pará, em 1906, sendo inspetor o Capitão-de-Mar-e-Guerra Policarpo de Barros. Custou 13.234,9 libras, que, no câmbio da ocasião, correspondia a 117:654$260 réis. Tomou o distintivo 71, e o Código Internacional GBFZ.
Tomou nome do território nacional de 191.000 quilômetros quadrados, na bacia do Rio Purus, cedido pela Bolívia ao nosso país graças às negociações do inolvidável Barão do Rio Branco, em 1903, e que foi dividido em 4 departamentos. Sua forma é triangular. Sobre esse território, Leôncio Correia escreveu o soneto abaixo:
"És o mistério ainda, fabulosa
Terra de mil riquezas não sabidas,
De florestas gigantes e atrevidas
Em uma natureza prodigiosa.

Terra dos seringais e do pau-rosa
E de opulências tão apetecidas,
De tua vida sairão mil vidas,
O ACRE! Numa eclosão maravilhosa!

À Pátria te integrou de Rio Branco
O poderoso gênio de estadista,
Da vida dando-te o estalão mais franco.

De ambiciosos espreita-te caterva,
Que em teus tesouros entrê e avista

Do mundo exausto a colossal reserva".
O Rio Acre ou Aquiri (de Akir-y - rio Verde em tupi-guarani) tem suas cabeceiras nas serranias que separam as bacias do Purus, do Ucaiale e afluentes do Madeira; o principal manadeiro está na lat. 10º56 05", 44S., e long. 70º 31 46", 89 W. de Greenwich, segundo o Almirante Ferreira da Silva. Corre o rio de oeste para leste, separando o Brasil do Peru numa extensão de 167 Km, 514 m e 47 cm, até receber pela direita o rio Iaverija, onde começa a dividir o Brasil da Bolívia numa extensão de 134,5 Km, até receber pela direita o Igarapé da Bahia, penetrando então em território brasileiro com rumo geral sul para o norte. Corre em território brasileiro 680 quilômetros e 840 metros, e banha as Cidades de Inapari, peruana, Cobija, boliviana, Brasília, Rio Branco e Benjamim Constant, brasileiras. A navegação é feita em gaiolas até Cobija durante a cheia (dezembro a maio) e até Rio Branco em outra época. A Bacia do Acre é unilateral, pois seus afluentes importantes são todos da margem esquerda: o Xapuri, Riozinho e Antimari, escreve L. Figueiredo.
A canhoneira ACRE, incorporada à Flotilha do Amazonas, com sede no Pará, arvorou por longo tempo o pavilhão de capitânia. Foi seu primeiro comandante o Capitão-Tenente Oscar Gitahy de Alencastro, seguido do Primeiro-Tenente Galdino Pimentel Duarte, de Primeiro-Tenente Oscar de Mello e do Capitão-Tenente José Paulino Rodrigues.
Pelo Aviso n.º 2.216, de 4 de maio de 1914, foi elevada à categoria de 3ª classe. Foi incorporada à Flotilha do Amazonas pelo Aviso reservado n.º 2.708 A, de 20 de julho de 1917, que criou as Divisões Navais do Norte, Centro e Sul. De 26 de outubro a 31 de dezembro do mesmo ano esteve fundeada no Porto de Belém. Pelo Aviso reservado nº 2.781, de 25 de junho de 1918, ficou a Flotilha do Amazonas incorporada à Divisão do Norte. A 23 de agosto de 1917 tinha sido nomeado seu comandante o Capitão-de-Corveta Vicente Augusto Rodrigues, exonerado a 14 de novembro de 1918. O Capitão-Tenente José Pereira de Lucena Comandou-a até 21 de março de 1920. Durante todo o ano de 1918, de 1919 e de janeiro a março de 1920 esteve esta canhoneira inativa no Porto de Belém. Pelo Aviso n.º 885, de 11 de março de 1921, publicado em Ordem do Dia n.º 20, de 14 do dito mês, foi mandado dar-lhe baixa do serviço.

Locais

status legal

funções, ocupações e atividades

Mandatos/Fontes de autoridade

Estruturas internas/genealogia

contexto geral

Área de relacionamento

Área de ponto de acesso

Ocupações

Área de controle

Identificador do registro de autoridade

Identificador da instituição

Regras ou convenções utilizadas

Status

Preliminar

Nível de detalhamento

Parcial

Datas de criação, revisão e eliminação

Idioma(s)

Sistema(s) de escrita(s)

Fontes

Notas de manutenção

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