Dossiê BL - Brigue Escuna Leopoldina

Código de referência

RJDPHDM SENM II-ANI Séc.XIX-N-BL

Título

Brigue Escuna Leopoldina

Data(s)

  • 1828 (Acumulação)

Nível de descrição

Dossiê

Dimensão e suporte

Suporte: papel;
Dimensão: irregular.

Entidade custodiadora

Procedência

Âmbito e conteúdo

Navio de madeira, de propulsão a vela, aparelhado em brigue escuna, ou em patacho, segundo outros, construído no correr de 1816, no Arsenal de Marinha de Belém do Pará, sob o risco do Engenheiro Valentim. Tinha as seguintes características: deslocamento, 135 toneladas; comprimento, 81 pés, e 6 polegadas, boca, 22.6; pontal, 10. Tomou o nome da Princesa Dona Maria Carolina Leopoldina de Áustria, casada com o herdeiro do trono, D.Pedro de Alcântara (1817). O navio foi artilhado com colubrinas de calibre 9 e 1/2 de calibre 12 e guarnecido com 70 homens. Aportou ao Rio em 1817, sob o comando do 1º Tenente Francisco Manoel Pombeiro. A 22 de dezembro desse ano, devia partir para o Rio da Prata, sob o comando do CT Diogo Jorge de Brito. Regressou logo, velejando novamente, a 11 de janeiro de 1818; estava de volta a 16; partiu para Montevidéu a 19. Comandou-o, de 18 de fevereiro a 22 de abril, o CT José Pereira Pinto. A 20 de novembro do mesmo ano, zarpou do Rio, sob o comando do 2º Tenente Sebastião José Batista; voltou, a 19 de março de 1819; velejou para Lisboa, a 5 de abril. A 1º de agosto desse ano, fez-se a vela de Lisboa, para o Rio, juntamente com a fragata Sucesso (mais tarde Niterói), comboiando 54 embarcações mercantes. Deu fundo na Guanabara a 8 de outubro, com o mesmo comandante. A 1º de maio de 1820 suspendem com destino a Lisboa, sob o comando do 2º Tenente Sebastião J. Batista; regressou a 11 de setembro; zarpou a 23 de outubro. A 3 de maio de 1821, partiu para Pernambuco, sob o mesmo comando. A 17 de setembro regressou. Tornou a sair voltando ao Rio a 11 de outubro. Zarpou novamente. A 16 de janeiro de 1822 partiu de Lisboa, com tropa, na mesma ocasião da divisão de Francisco Maximiliano. Tendo tocado em Pernambuco e Bahia, aportou à Guanabara no dia 2 de março como mesmo comandante. A 2 de fevereiro de 1822 passou a comandá-la o 1º Tenente Francisco Bibiano de Castro. A 25 de outubro nela embarcou o 2º Tenente Rodrigo Teodoro de Freitas. A 12 de dezembro zarpou do Rio. A 22 do dito mês desembarcou Rodrigo Teodoro de Freitas. A 13 de janeiro de 1823, nela embarcou o 2º Tenente Francisco da Silva Lobão; a 27 de março assumiu seu comando o Capitão Tenente José Pereira Pinto; a 29 do dito mês passou a comandá-la interinamente o 2º Tenente Lobão, que deixou o cargo a 3 de abril. Em maio vai ao Morrro de São Paulo, levar munições à esquadra de Lord Cochrane e comboiando as Escunas Luísa e Catarina. Seu mastro grande foi retirado e aproveitado para mastaréu da Fragata Real Carolina (depois Paraguaçu), e substituído pelo da Escuna Catarina que, com a outra, ia ser transformada em brulote. A 27 de maio estava a comandá-la o 1º Tenente Bibiano de Castro. A 3 de julho encontrava-se a cruzar nas costas da Bahia. Ancorou no Rio a 17 de julho, entrando em reparos. A 13 de agosto Bibiano de Castro deixou o comando. Zarpou para Montevidéu, a 18 do dito mês, para bloquear aquele porto, fazendo parte da esquadrilha do Chefe Pedro A. Nunes. A 8 de outubro foi efetivado no seu comando o 2º Tenente F. Da Silva Lobão. No dia 21 de outubro entrou em combate contra a esquadrilha portuguesa que tentava o bloqueio do porto. Teve um rombo a bombordo por baixo da mesa do traquete, atravessando o costado, indo a bala alojar-se na couceira; recebeu outro projétil, à ré das mesas grandes do mesmo bordo. A 19 de novembro, de volta ao Rio, sai a cruzar. A 26 de dezembro aportou a Montevidéu e a 29 deixou o seu comando o Capitão Tenente J. Inácio Maia. A 20 de fevereiro de 1824 desembarca o 2º Tenente Silva Beltrão. A 8 de março escola os transportes com as tropas portuguesas que evacuavam a praça de Montevidéu. Devia voltar ao Rio, montado que fosse o cabo de Santo Agostinho. Em abril estava de regresso ao Rio, deixando o seu comando o 1º Tenente Silva Lobão, no dia 22. A 24 de abril assumiu seu comando o 1º Tenente Rodrigo Teodoro de Freitas; a 25 partiu para Pernambuco, em julho entrou em reparos. A 28 de agosto, abriu fogo contra as posições dos rebeldes da Confederação do Equador, que guarneciam vários pontos de Recife. A 13 de dezembro fundeava no Rio. A 26 de junho de 1825, sob o mesmo comando, fez-se de vela; velejou novamente a 29. A 8 de novembro rumou para o Maranhão, onde se encontrava em julho de 1828. A 1º de setembro de 1829 desembarcou, por desarmamento, o Capitão Tenente Teodoro de Freitas, tendo retornado ao Norte no dia 30 de agosto. Entrou em reparos gerais. Zarpou a 16 de outubro e regressou a 21 de dezembro. Fez-se de vela a 4 de fevereiro de 1830; entrou a 31 de março; partiu a 14 de abril, regressou a 30 de junho; saiu a 21 de julho; estava de volta a 17 de setembro. Recebeu alguns reparos e fez-se ao mar a 12 de outubro, para voltar a 24 de novembro e suspender, de novo, a 25 de dezembro. A 24 de fevereiro de 1831 dava fundo no Porto do Rio. A 12 de março, tendo recebido vários reparos, arpou; voltou a 4 de maio e a 19 retornou a velejar. A 7 de julho entrava, para sair a 31. De volta a 12 de outubro, suspendeu a 27, para retornar a 18 de dezembro. Nela embarcou em 1832 o 2º Tenente Manuel Maria de Bulhões Ribeiro. Suspendeu a 19 de fevereiro de 1832; regressou a 10 de março, fazendo o serviço de correio; zarpou a 10 de abril, para voltar a 6 de junho; velejou a 19 e entrou a 16 de agosto em Santa Catarina, trazendo 11 dias de viagem. Fez-se de vela a 25 de setembro e retornou a 10 de dezembro. Em janeiro de 1833 entrou em Reparos. A 7 de fevereiro desse ano fez-se ao mar, para regressar a 15 de maio. Por aviso de 18 desse mês foi nomeado seu comandante o 1º Tenente João Maria Wandekolk. Zarpou a 12 de junho; regressou a 17 de agosto; partiu a 23 de setembro, para o Norte. Em dezembro sofreu reparos. A 16 de janeiro de 1834 dava fundo no Rio de Janeiro; fez reparos em fevereiro; zarpou a 16 de março; estava de volta a 21 de abril para velejar a 10 de maio para o Norte; a 21 de julho desembarcou o comandante J.M. Wandenkolk, assumindo o cargo o 1º Tenente José Ferreira Guimarães. Voltou a 25 outubro; suspendeu a âncora a 20 de novembro. Entrou a 19 de fevereiro de 1835. Em junho entrou em consertos. Assumiu seu comando o 2º Tenente F. Cândido de Castro Menezes, a 19 de maio. Em julho seguiu para o Norte, levando o Comandante Bartolomeu Hayden; de volta, velejou novamente para o Norte indo nele como passageiro o 1º Tenente V. Santiago Subrá. Em outubro chegou à Bahia com o Capitão Tenente Antonio Pedro de Carvalho (o Tabacão). Zarpou a 27 desse mês e retornou a 30. Zarpou de volta a 31 de dezembro, sob o comando do Tenente Castro Menezes. Servia de paquete na linha de centro. Fez-se ao mar em fevereiro de 1836 para o norte; regressou a 12 de maio. Partiu a 21 do dito sob o comando do 1º Tenente Sabino Antonio da Silva Pacheco; regressou a 25. Assumiu seu comando o Capitão Tenente Guilherme Parker, zarpando com insígnia do Chefe J. P. Grenfell, nomeado Comandante Chefe das Forças Navais em operações de guerra contra os republicanos separatistas do Rio Grande do Sul; a 5 junho, nele teve embarque o Tenente Capitão Carlos Lassance Cunha. A 22 de agosto suspendeu de Porto Alegre, ás 6 horas da manhã para auxiliar o ataque ao forte do Itapuã, o que realizou vitoriosamente no dia 23. A 28, sob o comando do Tenente Laureano, vigiava o referido forte. Em setembro nele teve embarque o 2º Tenente Fernando Passolo. Comandou-o, de 2 de dezembro desse ano até 22 de abril de 1837, o 2º Tenente Antonio Caetano Ferraz. Em 23 de setembro desse ano, zarpou de Porto Alegre para o Jacuí, e a 1º de outubro bateu-se contra os rebeldes ocupantes da Vila de Triunfo. Regressou a 3. Partiu para a Charqueadas, no dia 4. Passou mais tarde, a cruzar entre porto Alegre e Itapuã. Em abril de 1838 estava fundeado em frente da Vila de Triunfo, auxiliando o salvamento de uma canhoeira. Em abril de 1839, estava no Rio Grande. A 17 de agosto, Parker deixou o seu comando, sendo substituído pelo 1º Tenente João Morais Madureira. Em 1840, encontrava-se em Porto Alegre. A 17 de abril de 1841, o Capitão Tenente João Custódio d' Houdain assumiu seu comando. regressou no Rio de Janeiro a 31 de agosto desse ano, sob o comando do Capitão Tenente João Manuel da Costa. Foi-lhe passada mostra de desarmamento a 23 de dezembro de 1842, recebendo a guarnição do Brigue barca Pirajá e assumindo seu comando o Capitão Tenente João Custódio d' Houdain. Zarpou a 21 de janeiro de 1843 para Pernambuco. Sua equipagem era de 62 de homens em maio. Esteve no Rio Grande do norte. A 18 de outubro assumiu o seu comando o Capitão Tenente A. J. Francisco da Paixão, que foi substituído em dezembro, pelo Capitão Tenente João Nepomuceno de Menezes. Retornou ao Rio a 22 de dezembro de 1844. Zarpou para a Bahia de 16 de janeiro de 1845; voltou a 5 de maio, saiu a 12 para o mesmo porto, sob o comando do 1º Tenente Cândido José Ferreira. Foi ligado à Estação Naval do Norte. A 5 de fevereiro de 1849 foi nomeado seu comandante o Capitão Tenente José Maria Galhardo, que tomou posse no dia 9; foi exonerado a 21 de junho. Estava, em 1851, no Pará. Foi alugado pelo comandante da Estação sem ordem ministerial, pelo que o referido Chefe foi repreendido (Oliveira de Figueiredo). Por Aviso de agosto de 1854, deixou o seu comando, por desarmamento, o 1º Tenente General Carlos de Lassance Cunha.

Avaliação, selecção e eliminação

Ingressos adicionais

Sistema de arranjo

Condições de acesso

Livre.

Condiçoes de reprodução

Sem restrição.

Idioma do material

  • português do Brasil

Script do material

Notas ao idioma e script

Características físicas e requisitos técnicos

Instrumentos de descrição

Existência e localização de originais

Existência e localização de cópias

Unidades de descrição relacionadas

Instituto Histórico Geográfico Brasileiro.

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Identificador da descrição

Identificador da instituição

Regras ou convenções utilizadas

Status

Preliminar

Nível de detalhamento

Parcial

Datas de criação, revisão, eliminação

Criado em 19/04/2016

Idioma(s)

Sistema(s) de escrita(s)

Fontes

Nota do arquivista

Lançado por estagiário Mateus Mourão.

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