Dossiê BE - Brigue Escuna Eólo

Código de referência

RJDPHDM SENM II-ANI Séc.XIX-N-BE

Título

Brigue Escuna Eólo

Data(s)

  • 1838 (Acumulação)

Nível de descrição

Dossiê

Dimensão e suporte

Suporte: papel,
Dimensão: irregular

Entidade custodiadora

Procedência

Âmbito e conteúdo

Era o brigue-escuna mercante de construção de madeira,chamado Belmira, adquirido pelo Governo e incorporado ao nosso material flutuante, de acordo com o Aviso de 6 de abril de 1838. Tinha as seguintes características: comprimento, 79 pés; boca, 20; pontal, 8 e 3 polegadas.Depois de várias reformas, recebeu 3 peças de artilharia de calibre 18. A 12 de maio de 1838 foi-lhe passada mostra de armamento, sendo classificado como transporte. Assumiu seu comando o Mestre Francisco José de Carvalho, na mesma data. Foi-lhe imposto o nome do personagem mitológico Eolo, deus dos ventos, filho de Júpiter e da musa Menalipo. O brigue fez-se de vela a 13 de maio do mesmo ano para o porto de Santos, de onde regressou a 10 de outubro; velejou a 28 e retornou a 3 de dezembro; zarpou a 24, ainda para Santos, e voltou ao Rio a 31 de janeiro de 1839. Partiu a 14 de fevereiro para o Rio Grande do Sul, e estava de volta a 11 de abril. Fez obras no valor de 1:068$500. Com uma guarnição de 15 homens, fez-se de vela para o Rio Grande, a 11 de maio, e regressou a 23 de junho; suspendeu a 4 de julho para Campos e retornou a 12 de agosto. A 28 de setembro, assumiu seu comando o Tenente Antonio Francisco da Paixão. Foi armado em guerra a 2 de outubro e, em seguida, zarpou para Santa Catarina. Do Desterro saiu a cruzar a 22 do dito mês. Incorporado à 2ª Divisão da Esquadrilha do Chefe Frederico Mariath, tomou parte no forçamento da Barra da Laguna e destruição da esquadra farrapa comandada pelo aventureiro Garibaldi, no dia 15 de novembro de 1839. A 28 de janeiro. No dia 31 foi-lhe passada mostra de desarmamento, deixando o seu comando o Tenente Paixão. Voltou à classe de transporte, a 2 de fevereiro. A 12 do dito mês suspendeu para o Rio Grande do Sul com escala por Santa Catarina; regressou a 17 de maio; velejou para Angra dos Reis e voltou a 30. A 29 de outubro, seguiu novamente para o Rio Grande, com escala pelo Desterro, e regressou a 9 de dezembro. A 17 do mesmo partiu para Cabo frio, sob o comando do Piloto Manoel Antônio Ribeiro, levando um passageiro. A 16 de janeiro de 1841 seguiu para o Rio Grande, de onde voltou a 25 de março. Em 1843 encontrava-se em bom estado e estava em comissão. Sua equipagem era de 14 praças. Em abril de 1845, entrou em reparos e, entre esses, os do beque. Entrou no Desterro a 3 de julho de 1849 com 3 dias de viagem,sob o comando do, na época, Capitão Tenente Francisco Torres e Alvim, partiu para Montevidéu a 8 de setembro. Em Março de 1851, esteve em Buenos Aires, justamente com a corveta Euterpe, de onde se recolheu a Montevidéu a reunir-se à força naval ali estacionada. Nesse tempo, era artilhado com 5 canhões e tinha uma lotação de 50 homens. Em julho desse ano assumiu seu comando o Tenente Clementino Plácido de Miranda Machado - autor de um apreciável "Manual de Artilharia" - que faleceu, a 13 de abril de 1852, de febre amarela. Substituiu-o o Tenente Mamede Simões da Silva. Em 1853 o Eolo encontrava-se em Corrientes, onde foi oferecido à sua oficialidade pomposo baile. O periódico local, "La libre navegación de los rios" deu a respeito a seguinte notícia: "As maneiras delicadas e atenciosas dos oficiais brasileiros deixaram recordações de amizade e apreço nesta cidade, e contribuíram para mais se desenvolver o crédito e bom nome dos brasileiros dos brasileiros". Em 11 de outubro, esteve presente à capitulação de Oribe, que assediava Montevidéu. Estacionou no Prata, de 1853 até maio de 1856. Entrou no Rio a 12, 2 de junho, partiu para Pernambuco. Por Aviso de 2 de agosto de 1859, foi nomeado seu comandante o Tenente Pedro Cordeiro de Araújo Feio. Em janeiro de 1862, estando em viagem sob o mesmo comando, na altura de Boipeba viu um navio com sinal de avaria. Para ele dirigiu-se: era o brigue inglês Jesie da praça de Liverpool, que estava com o capitão e um marinheiro bem doentes. Foi a bordo o médico do Eolo, Dr. Joaquim Silveira Dormund, que os medicou convenientemente. A 6 de agosto de 1862, foi condenado, na Bahia. A 2 de setembro do mesmo ano, de acordo com o aviso de 22 do mês anterior, foi-lhe passada mostra de desarmamento. A 11 de outubro do mesmo ano, foi aprovada a deliberação do Inspetor do Arsenal de Marinha da Bahia de transferir o serviço que a Escuna Leopoldina prestava à Escola de Aprendizes Marinheiros, para o brigue, em 1863, encontrava-se desarmado. Em 1864, esteve temporariamente ao serviço da Alfandega do Salvador. Por comunicação de 14 de novembro de 1867, foi mandado entregar ao Inspetor do Arsenal de Marinha da Bahia para ser vendido em hasta pública ou ser desmanchado.

Avaliação, selecção e eliminação

Ingressos adicionais

Sistema de arranjo

Condições de acesso

Livre

Condiçoes de reprodução

Sem restrição

Idioma do material

  • português ibérico

Script do material

Notas ao idioma e script

Características físicas e requisitos técnicos

Instrumentos de descrição

Existência e localização de originais

Existência e localização de cópias

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Pontos de acesso local

Ponto de acesso nome

Pontos de acesso de gênero

Identificador da descrição

Identificador da instituição

Regras ou convenções utilizadas

Status

Preliminar

Nível de detalhamento

Parcial

Datas de criação, revisão, eliminação

Criado em 28/04/2016

Idioma(s)

Sistema(s) de escrita(s)

Fontes

Zona da incorporação

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